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domingo, 3 de abril de 2016

DICAS LITERÁRIAS



             Nesta matéria vamos dissertar sobre dois temas que deixa dúvidas em muitos leitores. O que é Terror e o que é Horror? Você saberia responder? Realmente é algo difícil de definir, principalmente porque muitos dizem que os dois gêneros são sinônimos, mas não é bem assim. Terror e Horror, apesar de trabalhar com a mesma matéria prima, o MEDO, tratam-na de formas diferentes. E é essa diferença que define um do outro. Até mesmo as bibliotecas, livrarias, críticos e muitos leitores acham que o gênero de horror é apenas outro nome para o gênero terror, e misturam os livros nas mesmas seções e prateleiras, então vamos ajudá-los a entender suas diferenças. 

            No mundo literário a diversidade de gêneros e subgêneros é imensa, alguns são mais comuns do que outros, como exemplo: romance, ficção científica, fantasia e terror. Outros pouco se houve falar, como o horror. Para quem pesquisa sobre isso, sabe que há uma infinidade de gêneros literários, alguns classificados como subgênero, como Steampunk.

            Alguns gêneros literários possuem características próprias, como a ficção científica, que lida principalmente com o impacto da ciência, tanto verdadeira como a imaginária, sobre a sociedade, ou no próprio indivíduo, ou a fantasia, que usa a magia como elemento principal do enredo.  

            Então qual seria a diferença entre a literatura de horror e a literatura de terror?

            Se pesquisarmos na internet encontraremos definições também equivocadas do que seja Terror e Horror. A Wikipédia Brasileira define os dois gêneros como similares, dizendo que:

 “Terror ou Horror é um gênero literário, cinematográfico ou musical, que está sempre muito ligado à ficção e fantasia, e que também pode ser verificado na pintura, no desenho, na gravura e fotografia. A abstrata ideia de terror ou o ato de transmitir o sentimento de terror ou horror pode ser verificado em todas as formas de arte. Ao decorrer da década de 1990, até os dias de hoje, o gênero também compreende um estilo de desenvolvimento de jogos eletrônicos.”

            Agora vamos ajudar na correção e compreensão. Terror está muito mais ligado ao sentimento de ansiedade que precede o acontecimento horrível, prestes a acontecer, sendo ele sobrenatural ou não. Já o Horror é o sentimento de repulsa diante de algo horrível que está acontecendo ou aconteceu. Não confunda com nojo. Tanto o horror quanto o terror tem um ingrediente comum, o MEDO.

            O que importa é que ambos são sentimentos e, portanto, algo extremamente subjetivo. O que para você pode dar medo, pode ser normal para outra pessoa. Esse “acontecimento horrível” pode ser qualquer coisa, desde um alienígena repugnante até um lugar deserto e tétrico. Muitos textos desses dois gêneros não há derramamento de sangue, de forma explicita e, aparentemente, nada acontece, mas durante todo o texto o leitor fica ansioso, sentindo a tensão se agigantar a cada página. É uma leitura sufocante. Quase todo o texto é Terror. O Horror só aparece no clímax da história, quando o “Mal” é explicitado.

            Quer dizer que narrativas de Terror e Horror não precisam ter sangue? Então como se classifica a série cinematográfica Sexta-Feira 13?

            Não quis dizer que narrativas de terror e horror não possuam sangue. Quis dizer que elas não são tão explicitas ou se utilizam mais de descrições que induzem o leitor a imaginar a cena sanguinolenta. Lembre-se, a criatividade é a maior arma para provocar medo. A minha forma de imaginar uma cena de terror é diferente da sua, podendo ser mais ou menos horripilante, mas provocando a mesma sensação de ansiedade, medo ou repulsa. No caso da série Sexta-feira 13, por suas cenas de sangue jorrando, não deixa de ser terror, provocando os mesmos sentimentos e sensações do que tais narrativas, mas com uma técnica mais explicitas. Esse tipo de Terror/Horror pertence a um subgênero que chamamos de Gore ou Splatter, mas isso é coisa para outra matéria.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

J. MODESTO: UM ICONE DA LITERATURA FANTÁSTICA BRASILEIRA



No ano de 2008 os vampiros estavam em alta na Literatura Mundial, e no Brasil não foi diferente. Naquele ano as livrarias e editoras foram invadidas por títulos estrangeiros, tendo como protagonistas os fascinantes sugadores de sangue. E foi em meio a esse cenário que a Giz Editorial levaria ao publico um livro que viria a se tornar um marco nas histórias de vampiros brasileiras. Chegava ao publico “AMOR VAMPIRO”, uma coletânea composta de dez contos, envolvendo os dois “Temas”: Amor e Vampiro. E o mais fantástico é que todos os escritores eram brasileiros, ícones daquele tipo de literatura, mas ainda desconhecidos do grande público. O que deveria ser apenas mais um livro nacional, a ser esquecido num prateleira, no fundo das livrarias, acabou por se tornar um fenômeno de vendas.

Com habilidade, capricho e competência, a Giz Editorial reuniu os, então, sete principais autores brasileiros de terror ― André Viando, Martha Argel, Giulia Moon, Nelson Magrini, Adriano Siqueira e J. Modesto ― em uma obra onde tudo funciona; diagramação, biografias, ilustrações, layout, isso sem falar da belíssima capa, que até hoje tira elogios das fãs, transformam o livro numa “obra de arte”
Cada conto, ao seu estilo, retrata como o vampiro “vê” e “sente” o amor. Não pense que irá encontrar nas suas páginas vampiros adolescentes, fragilizados emocionalmente, e que brilham a luz do sol. Os vampiros dessa obra são clássicos, mas serem ultrapassados, violentos, sensuais e predadores. Não é uma leitura para um publico infanto-juvenil, mas sim para adultos, na concepção da palavra.
E é dos ícones que faz parte dessa coletânea com quem iremos trocar algumas palavras e tentar levar um pouquinho de informação. Entrevistaremos aqui o escritor J. Modesto.


 – Antes de qualquer coisa, gostaríamos de agradecer a você por nos conceder esta entrevista, J. Modesto!
JM – Eu que agradeço a oportunidade de participar!


D – Poderia nos dizer, em poucas palavras, quem é J. Modesto?
JM – Um paulistano, apaixonado por livros, revistas e, principalmente Gibis e Cinema.


D – Como começou sua carreira literária?
JM – No inicio não tinha pretensão nenhuma em me tornar escritor. Comecei a escrever devido à necessidade que sentia em extrapolar a minha condição de leitor voraz. Na época escrevi muitos contos e noveletas, mostrando a poucas pessoas da família, pois tinha receio da reação dos outros. Era uma coisa apenas para satisfazer a mim mesmo. Era apenas um hobby. Certo dia, uma amiga do trabalho – Malú – me contou que gostava de escrever poesias, e acabei contando que também escrevia. Depois de mito insistir, acabei cedendo e deixando que ela lesse um de mais escritos. Então essa amiga acabou me incentivando para que tentasse publicar, e ai está. O hobby acabou se tornando algo mais profissional, e hoje estou indo para o meu quinto romance solo, sem contar as diversas participações em coletâneas de contos.

D – TREVAS foi o seu primeiro título, certo? Do que se trata?
JM – Sim, TREVAS foi meu primeiro livro publicado e até hoje é a obra, de minha autoria, de maior vendagem. Posso dizer que “TREVAS” traz um pouquinho de minhas experiências literárias, aquelas que transformaram o leitor em autor, da época. Ela apresenta um pouco de tudo, influencia da literatura policial, decorrente da minha fase “Agatha Christie”, da Fase de Gibis, principalmente Marvel/DC, da minha formação religiosa, na época cristã, e da paixão pelo gênero Terror, que se enraizou depois que assisti ao “Exorcista”.

D – Ouvimos dizer que você é um “escritor de Vampiros”, se é que isso existe, é verdade?
JM – Não gosto dessa rotulação. Isso não é verdade. As circunstancias do mercado editorial da época em que comecei a publicar, e as oportunidades que surgiram, talvez tinham levado a se pensar assim. “TREVAS” originalmente não tinha vampiros, era um livro de demônio, mas como os sanguessugas estavam em alta, o personagem acabou sendo incorporado na história. Logo depois veio a publicação de “AMOR VAMPIRO”, o que deve ter contribuído ainda mais para o rótulo de “escritor de vampiros”, mas minhas outras obras, exceção feita a “Vampiro de Schopenhauer”, em que resgato o personagem de “TREVAS” e o coloco num embate filosófico com Arthur Schopenhauer, não têm nada a ver com vampiros. Uma trata do folclore indígena brasileiro e outro de uma Lenda Urbana. Prefiro dizer que sou “um escritor de terror”.

D – Como foi participar da coletânea “AMOR VAMPIRO”?
JM Muito bom! O que poucas pessoas sabem é que na verdade a coletânea nasceu numa conversa informal entre Ednei Proópio, meu editor, eu, Martha Argel e Giulia Moom, num evento de fãs de Harry Potter, no bairro da Liberdade, em São Paulo. O Ednei comprou a ideia e o projeto foi pra frente. Posteriormente juntaram-se a nós Nelson Magrini e Adriano Siqueira. André Vianco foi convidado para fazer o prefácio da obra, mas quando tomou conhecimento de quem iria participar, decidiu juntar-se ao grupo, o que ajudou muito no sucesso do livro, e o publico descobriu que existiam outros autores de terror no Brasil.
D – Alguns dizem que seus contos são ótimos, as vezes superando até seus romances, como o conto “O ANJO E A VAMPIRA”, mas você njá disse em algumas entrevista que não gosta muito de escrever contos, isso é verdade?
JM – Não é que não goste de escrever contos; achou que fui mal interpretado. Na verdade, o que acontece é que tenho muito mais dificuldades em escrever narrativas curtas, pois gosto de desenvolver minhas cenas com mais calma, ambientando o leitor para que ele se sinta dentro da história, como se aquilo estivesse acontecendo com ele, o que é bem mais difícil numa narrativa extremamente enxuta. Prefiro contos de 300 páginas! (risos)
D – Vamos falar um pouco de “AS MÃOS DE JACÓ”, que você publicou com a gente, e faz parte da coleção “HISTÓRIAS SOMBRIAS”.Como o conto veio parar na editora e do que ele trata?
JM – O Hoffmann, editor da Dragonfly, é um amigo de longa data e, em 2013, quando decidiu fundar a editora, junto com outro amigo e mais alguns sócios, pediu-me uma história para publicar, assim que a Dragonfly iniciasse efetivamente suas atividades. Na época não possuía nada mais do que três contos inéditos, e acabei apresentando-os a ele. De imediato o Hoffmann se apaixonou por “As Mãos de Jacó”, que tem como tema principal o fetiche do protagonista Jacó por mãos, e tudo que ele é capaz de fazer para satisfazer essa necessidade bizarra. Assinamos um contrato de publicação e esqueci-me do conto, até que no ano passado, a editora iniciou suas atividades e o e-book chegou ao publico.


D – Quais os planos para o futuro?
JM – São muitos. As sementes estão plantadas e regamos todos os dias. Agora é só aguardar germinarem. O novo livro solo – o quinto – já está no forno, e a LIVRUS tem previsão de lançamento para este ano, alem de já ter lançado o primeiro e-book, da coleção “Contos de J. Modesto”, que reunirá títulos de vários dos meus contos, publicados e inéditos, num total de 15. O primeiro título é exatamente “O Anjo e a Vampira”, que já está disponível. O segundo volume, que trará um conto inédito, já está em revisão, e deve ficar disponível até Maio/Junho deste ano. Mas o mais importante é que tenho negociações em andamento com uma produtora de cinema para levar uma de minhas obras para as telonas.

D – E em que fase está isso? Creio que ter um livro transformado em filme é o sonho de todo escritor!
JM – Certamente que é, e eu não sou diferente, pois ter uma obra sua filmada eleva nossa carreira literária a outro patamar, mas produzir cinema no Brasil é difícil, complicado e caro. As negociações são lentas, mas estão evoluindo. “O Anjo e a Vampira tem grandes chances de ter um curta ou média metragem. O roteiro, entregue no inicio do ano passado, foi aprovado pela produtora, mas ainda passara por algumas modificações até chegar em sua versão final. Daí iniciará a fase de pré produção, com busca de recursos e coisa e tal. O curta não deve ficar pronto antes de 2018, pela previsão da produtora. Trevas deverá entrar para um projeto de Animação, mas somente os personagens, mas isso dependera de algumas parcerias que a produtora está tentando fazer. Como vê, persistência é a alma do negócio.

D – Obrigado por proporcionar aos leitores e colaboradores da Dragonfly a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre você e seu trabalho!
JM – Eu é que agradeço! Um forte abraço a todos.

É isso aí, pessoal, esperamos trazer mais entrevistas e novidades sobre nossos autores e suas produções, independente da casa editorial em que se encontram.

 Equipe de Marketing
 


sábado, 29 de agosto de 2015

PROMOÇÃO "BENVINDO A CASA DA LIBÉLULA"




É com grande alegria que vemos a data de inicio de nossas atividades se aproximando e nada mais reconfortante do que compartilhar tal alegria com os amigos!
Diante disso, anunciamos a promoção "BENVINDO A CASA DA LIBÉLULA". Durante todo o mês de Setembro de 2015, a Dragonfly irá disponibilizar, no formato Kindle, alguns dos e-books da coleção "Histórias Sombrias", a um preço promocional.

Para aqueles que não conhecem o formato Kindle, ele foi criado pela Amazon (amazon.com.br), com características próprias. Tal formato é comercializado na plataforma da Amazon, por todo o mundo, com qualidade. Permitindo as editoras e autores, de forma independente, disponibilizar seus produtos e trabalho. No site da Amazon, também é disponibilizado, de forma gratuita, um aplicativo que reproduz as funcionalidades do famoso leitor Kindle. Para baixá-lo é só acessar a aba “aplicativos gratuitos”, no site da Amazon. Ele pode ser utilizado em diversos equipamentos, tais como notebooks, tablets, smartphones, etc.


Foi pensando nessas facilidades, que escolhemos a Amazon para nossa promoção. Os demais formatos (PDF, EPUB e Impresso) estarão disponíveis em nosso site e livrarias tão logo tais canais estejam disponíveis.
Mas o melhor da promoção é que as obras que a comporão serão disponibilizadas ao preço promocional de R$ 1,99, durante todo o mês de Setembro de 2015. Após tal período, os e-books voltaram ao seu preço normal.
A primeira obra a ser disponibilizada será “AS MÃOS DE JACÓ”, de J. Modesto. Esperamos que gostem.



 L. H. HOFFMANN
 Editor                  


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

QUEM É SÉRGIO PEREIRA COUTO?

Buscando apresentar um pouco de nossos autores, resolvemos começar por Sérgio Pereira Couto, que já possui uma vasta bibliografia. Jornalista de dupla nacionalidade (Brasileira e Portuguesa) e escritor, especializado em história do esoterismo, da ciência criminal, de teorias de conspiração e das sociedades secretas, foi redator das revistas História Oculta e Biblioteca Negra, ambas publicadas pela Editora Mythos, além de participar das revistas Geek, Discovery Magazine. Possui textos e artigos publicado nas revistas Galileu e Planeta. É autor de mais de 50 livros, com mais de 130 mil exemplares vendidos somente no Brasil. Entre eles se destacam os romances Sociedades Secretas, Investigação Criminal, Renascimento, Mentes Criminosas, Help – A Lenda de Um Beatlemaníaco, com publicação a ser lançada em Portugal, e O Tesouro dos Cátaros.
 
           Em março de 2015 foi lançada a versão portuguesa de Os Arquivos Secretos do Vaticano, seu primeiro livro a ser publicado na Europa. Já participou de programas de televisão, dentre eles o Programa do Jô, na TV Globo, onde discorreu sobre o assunto que é sua especialidade: Sociedades Secretas.
Além de suas atividade de escritor e Jornalista, ministra palestras e cursos sobre Sociedades Secretas, História do Rock, Curiosidades da História e Introdução Básica à Ciência Forense. Tem uma paixão especial pela literatura policial, sendo um dos Sociedades Secretas (ficção em quatro edições, a normal, a 2a edição da normal, a ampliada e a versão luxo).
A bibliografia de Sérgio Pereira Couto é extensa e compõe-se das seguintes obras:


Ficção


Investigação Criminal (republicado com o nome Mentes Criminosas)
Os Heróis de Esparta
Renascimento: A Lenda do Judeu Errante
Sociedades Secretas – O Submundo (continuação de Sociedades Secretas)
Help – a Lenda de um Beatlemaníaco
Mentes Sombrias (continuação de Mentes Criminosas)
O Tesouro dos Cátaros 



Não-Ficção
Sociedades Secretas: A Verdade Sobre o Código da Vinci
Decifrando a Fortaleza Digital
Sociedades Secretas: Maçonaria (em duas versões, a normal e a ampliada)
Sociedades Secretas: Templários
Dicionário Secreto da Maçonaria
A História Secreta dos Piratas
Evangelho de Judas e Outros Mistérios
A História Secreta de Roma
Seitas Secretas
Maçonaria Para Não-Iniciados
Dossiê Hitler (com 2a edição revista)
A Incrível História da Bíblia
Desvendando o Egito
Os Segredos do Nazismo
Segredos e Lendas do Rock
A Extraordinária História da China
Códigos e Cifras – da Antiguidade à Era Moderna
Segredos da Cabala (incluindo a 2a edição)
As Dez Sociedades Mais Influentes da História
Sociedades Secretas: Illuminati
Os Segredos das Investigações Criminais
Hitler e os Segredos do Nazismo vols. 1 e 2
Segredos da Bruxaria
Almanaque das Guerras
Decifrando o Símbolo Perdido
Manual de Investigação Forense
Desvendando a Maçonaria
Dossiê John Lennon
2012 X Nostradamus
O Homem Que Previa o Futuro
Almanaque das Sociedades Secretas
WikiLeaks: Segredos, Informações e Poder (parceria com José Antonio Domingos)
Os Arquivos Secretos do Vaticano
O Rock Errou?
Os Arquivos Secretos do Vaticano (edição portuguesa)
Grandes Mistérios da História 


            Agora, Sérgio Pereira Couto republica um de seus contos, inicialmente feito para o site FONTES DA FICÇÃO, que figurou, junto com outros três autores de Literatura Fantástica, como um dos fundadores, conto este cujo titulo é Nemesis, e fará parte da coleção HISTÓRIAS SOMBRIAS, da Dragonfly Editorial. É só conferir a partir de Setembro de 2015.